Associe-se
Cartão AGSMCard
Convênio Turismo

Convênio Jurídico

Master Saúde
Unimed
Uniodonto
Reivindicações

Servidores em ação

   GUARDAS CIVIS

   SAMU

 

 

 

Corrupção e a reforma  política.

Após as eleições municipais deste ano o Brasil deveria iniciar um debate sobre a necessidade de uma reforma política. Em 2010 o país terá novo pleito e seria fundamental que já houvesse uma nova estrutura que pudesse combater a corrupção no setor público e que contribuísse para acabar com a perpetuação de políticos de carreira na vida pública.

Deprime ver que a corrupção na administração pública brasileira é uma praga que se alastra numa velocidade impressionante e que contamina todas as instâncias governamentais. Definitivamente, o fenômeno é uma endemia que parece não ter cura. Nos últimos anos o Brasil foi palco de lamentáveis casos de corrupção que envergonharam o país no cenário mundial. Muito se roubou do cidadão que, a cada ano, tem que trabalhar cada vez mais para abastecer o saco sem fundo das contas públicas de onde recursos evaporam para abastecer os esquemas de desvio de dinheiro.

È lamentável constatar que protagonistas de crimes contra o Estado permanecem na vida pública e as instituições que deveriam puní-los pouco atuam nesse sentido. Estão vivas na mente do cidadão honesto maracutaias marcantes como a dos anões do orçamento federal, a dos gafanhotos de Roraima, a compra de votos no Congresso, o esquema dos sanguessugas, a máfia dos fiscais na prefeitura de São Paulo, etc.

No passado, a Operação Navalha revelou um grande esquema envolvendo o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), programa do governo federal que prêve investimentos em várias áreas. O mega-esquema envolveu construtoras e contou com a participação de prefeitos, governadores e congressista. Tudo leva a crer que, em alguns casos o dinheiro público seria desviado não apenas para financiar campanhas eleitorais, mas também para custear despesas particulares.

É desanimador  para o trabalhor brasileiro ver que políticos e servidores públicos se apropriam sordidamente de parte de seu esforço. A roubalheira no país prolifera espantosamente e a reforma política pode ser um ponto de partida para coibir a corrupção.

A reforma política é uma demanda fundamental para moralizar a administração pública brasileira. Ela deve ser capaz de “desprofissionalizar” a política e desmantelar as organizações criminosas incrustadas no governo.

Uma reforma política séria deveria começar proibindo que parlamentares ocupem cargos executivos. Precisaria reduzir drasticamente o número de servidores em cargos em comisão, o que formaria um corpo técnico estável no governo; e determinar que, caso fique comprovado que parlamentar indicou servidor para qualquer carga executivo, perderia sumariamente o mandato. È imprescindível moralizar a máquina pública brasileira em todos os níveis. É preciso remodelar os parâmetros comportamentais da classe política do país.

As funções eletivas devem ser uma contribuição que todos os cidadãos oferecem temporariamente à coletividade e jamais serem transformadas em atividade profissional, e nem substituir os meios de sobrevivência individual das pessoas envolvidas. Um político que tenha perdido sua condição de sustentação no setor privado, que tenha se afastado de sua profissão e que passe a depender da política para sua manutenção, torna-se capaz de tudo e de qualquer coisa para sobreviver.

Copyright © AGSMH - Av. Emancipação, 3770 - Bloco D - Box 02 - Jardim Santa Rita de Cássia (Metropolitano Shopping) 
CEP: 13186-410 - Hortolândia - SP - Telefone: 019 3845-1818